Câmara relembra os 10 anos do vendaval

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10 de junho de 2026

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A Câmara Municipal de Jarinu realizou a Sessão Solene "Memórias que o tempo não levou". O evento reuniu moradores, comerciantes, voluntários e policiais para relembrar os 10 anos do forte vendaval que atingiu a cidade no dia 5 de junho de 2016.

Naquela noite, uma tempestade com força de tornado destruiu casas, derrubou comércios e mudou a rotina do município em poucos segundos. A homenagem serviu para agradecer a todos que deram as mãos para reconstruir Jarinu.

A noite teve vídeos da época, entrega de diplomas de gratidão e discursos emocionantes. Veja os principais pontos da cerimônia:

"Nossa união foi maior que o vento"

As autoridades lembraram que a solidariedade dos moradores foi o que salvou a cidade. O vice-prefeito João Davi contou que viu vizinhos ajudando vizinhos, empresários doando materiais de construção e voluntários de outras cidades chegando para trabalhar de graça.

O presidente da Câmara, vereador Rogério Sapão, destacou que os prédios públicos, como o Ginásio de Esportes e o Centro de Convivência do Idoso (CCI), viraram centros comunitários para receber e distribuir roupas, cobertores e móveis para as famílias que perderam tudo.

Histórias dos bastidores: a ajuda no meio da rua

O voluntário Miguel Tadao discursou em nome de todas as pessoas que trabalharam na limpeza das ruas. Ele lembrou que as equipes trabalhavam mais de 15 horas por dia, debaixo de chuva e frio, cortando árvores e desimpedindo caminhos.

O vereador João Lorencini e Miguel relembraram como pequenos gestos de carinho da população davam forças para continuar:

  • O pão molhado: Miguel contou que, num dia de muita chuva, uma senhora lhe entregou um copo de café e um pão que acabou molhando na água da chuva, dizendo que era o único alimento que ela tinha para oferecer. Ele lembrou com carinho que foi um dos pães mais gostosos que já comeu.

  • O lanche no carro: O vereador João Lorencini relembrou que, no fim de um dia cansativo e com muita fome, um morador encostou um carro e distribuiu duas bandejas de salgados e suco para os trabalhadores.

Lorencini também fez o plenário rir ao lembrar de quando Miguel pisou sem querer em um enxame de abelhas arapuá enquanto cortava uma árvore caída.

Proteção contra saques e a força do comércio

O empresário Moacir Rauber, das Lojas Itália, falou em nome dos comerciantes. Ele contou o choque de ver sua loja destruída e comparou o cenário com o fim de uma guerra. Moacir elogiou o povo de Jarinu por não ter desistido e por ter colocado as empresas de pé novamente.

A segurança também foi um desafio. O vereador e guarda municipal Clóvis Calixto relembrou que a primeira noite após o vento foi de escuridão total. Toda a equipe de segurança precisou ser convocada às pressas para ir para as ruas proteger as lojas caídas e evitar saques e roubos.

Homenagem à enfermeira Cleonice de Souza

O momento mais emocionante da noite foi a homenagem póstuma à enfermeira Cleonice de Souza, a única vítima fatal da tempestade, que faleceu após ser atingida por um raio.

O vereador João Lorencini revelou uma história de generosidade de Cleonice poucos minutos antes do acidente. Ela estava em um ponto de ônibus coberto e com um guarda-chuva. Ao ver um jovem se molhando na chuva, ela cedeu o seu lugar seguro na cobertura para ele.

O filho de Cleonice, Wesley, subiu ao palco para receber uma placa e um quadro em memória de sua mãe. Ele foi aplaudido de pé por todas as pessoas presentes no plenário.

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E você, morador de Jarinu? Onde você estava na noite do dia 5 de junho de 2016? Lembra-se da ajuda dos vizinhos no seu bairro?

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